22.2.14

cúspide Pisciana e crepúsculo mergulhador

[Devaneios vindos após ouvir Leminski com os olhos]



A solidão e o silêncio 
são inexistentes 
nessa dimensão física 
que nos comporta 
numa aparência 
passageira e massissa.

Submissa?
Missa sub terrânea. 
Migro para os confins,
Miro um horizonte, enfim.

E ainda assim,
Não tô sozim.

- Ser quem é que sempre será e nunca não foi.
- Sei lá, aqui dentro é meio confuso.

Contemplar a vastidão de si, 
 contextualizar-se,
  condescender-se.

- Que tal distraír-se um pouco? 
- Procrastinar esses assuntos piegas?
- hm...
- ahm...
- Impossível. Eles permeiam, penetram, persistem, perduram, pelo o amor de... Si.
- oh...


[Passarinhos cantando ao fundo, diferentes sons em harmoniosa polifonia. Intervenção, provavelmente humana, sons de movimento de coisas. Voz de criança, distante, incompreensível.]

Nenhum comentário:

Postar um comentário