30.4.14

Eclipse e Lua Nova em Touro




29 de abril de 2014

Fonte:
http://www.vers-la-lumiere.fr/2014/04/astrologie/nouvelle-lune-en-taureau-avec-eclipse-solaire-annulaire-29-avril-2014


Bom dia meus amigos,

Como esse momento tem se passado para vocês? Pode ser que com agitações bem-vindas, pois o Céu nos banha em energias tônicas, e não posso lhes falar desta Lua Nova em Touro sem primeiramente a posicionar no contexto particular da "grande cruz cardinal" entre os dois eclipses: o lunar da última Lua Cheia de 15 de abril, como vimos, e o solar anual, de hoje. O céu está tão intenso que isso não pode passar desapercebido em nossas vidas, mesmo se já tenhamos adquirido por nós mesmos serenidade o suficiente e uma grande capacidade de manter nossas vibrações num nível elevado. Não podemos ignorar nem a atmosfera coletiva, nem nossos próprios sentimentos, no cotidiano o imprevisto se convida e todos somos mais ou menos tocados em nossas vidas pessoais.

O que causa maior impacto a essa lunação do que às dos anos anteriores em épocas semelhantes é justamente o enquadramento por dois eclipses e a configuração do céu na grande cruz cardinal, notavelmente pondo em jogo dois planetas coletivos (Urano e Plutão), os quais a ação dura muito tempo e reforma a humanidade inteira em profundidade.

* A grande cruz cardinal:

Observe o desenho do mapa celeste e veja o grande quadrado vermelho que liga quatro planetas. Os quatro cantos dessa figura geométrica são chamados "quadraturas" na Astrologia, e os diagonais são as "oposições". Esses aspectos formam a grande cruz em questão, que é cardinal pois os signos que se encontram nos ângulos são aqueles que iniciam cada uma das estações: Áries para o Outono, Câncer para o Inverno, Libra para a Primavera e Capricórnio para o Verão. Eles possuem em comum uma energia análoga aos inícios, às partidas, aos impulsos e iniciativas. Em excesso, esses signos denotam nosso autoritarismo e nossa hiperatividade que rapidamente geram o tédio, uma grande ambição e um desrespeito às possíveis estruturas. Em falta, denota nossa dificuldade de agir, uma grande inércia e facilidade em cair na rotina.

Eis porque a grande cruz cardinal nos abala tanto no nível desses signos: todos temos essas quatro energias dentro de nossos respectivos mapas, mas vivemos diferentemente esse momento, de acordo com o estado onde estamos em nossas consciências, e conforme a relevância de nossas ligações com os excessos desses signos. Aqui temos o que é posto em evidência por essas oposições:


No eixo Áries - Libra, se trata de revermos nosso comportamento tal como ele é revelado para os outros em nossas relações; podem nos aparecer tomadas de consciência em todo tipo de situação: por exemplo, nas relações em que não ousamos nos afirmar demais, privadas ou profissionais, previlegiando aos outros, seus prazeres, suas escolhas; ou, bem ao contrário, nas que somos muito egoístas e impacientes, exigindo do outro que ele satisfaça nossas vontades; ou, ainda, nos decidindo sistematicamente por todo um conjunto sem considerarmos valores sociais.

De um ponto de vista energético é a oposição entre a guerra e a paz, a cólera e a negociação, a individualidade e o altruísmo. Chegou o momento de nos interrogarmos sobre nosso senso do que é "justo" para nós e de tomar partido das coisas. É bom manter o equilíbrio entre nós e o outro, sem privilegiar nossa individualidade em detrimento dos outros, nem colocar o outro em prioridade por não saber "dizer não". E, com Marte retrógrado, não há nada a fazer a não ser nos escutarmos, confiarmos em nós, explorar nossos desejos e talentos e deixá-los transparecer.

Na Astrologia as oposições são propostas para que vejamos como dois pólos se complementam em um eixo, a fim de encontrarmos um caminho no meio. Isso deve ser posto em questão de uma vez por todas. Assim, se temos o hábito de nos "apagarmos" para evitar  conflitos (Libra) ou de nos conformarmos com as regras sociais sem nunca colocar em xeque nossas escolhas, se tornará cada vez mais necessário ver o nosso interesse e nos posicionarmos firmemente, o que por vezes pode ser simplesmente escutarmos nossos ressentimentos ou cóleras... Os quais nem sempre são maus conselheiros, mas somente uma energia de fogo, que pode até se tornar o motor de uma nova dinâmica. É nesse sentido que a mudança de paradigma intervém. Conforme eu me isolo na submissão porque minhas crenças me condicionam a não me opor aos outros para não lhes causar desprazer, ficarei inerte e ignorado, mas se escuto minha emoção, posso sentir, a partir da rebelião e da cólera, essa caminhada atenciosa à meus quereres como um verdadeiro passo em direção a mim mesmo, à abertura daquilo que está fechado. Não se trata de se tomar dos outros, nem de criticar o mundo, mas de nos posicionarmos interioramente em uma escolha que esteja de acordo com nosso desejo do coração (e manifestá-la calmamente, ao mesmo tempo que com uma certa firmeza), ao invés de nos deixarmos embarcar por nossos egos robotizados. Pois, cedo ou tarde, a mente perderá a partida quando o sofrimento que ela gera nos levar a meditarmos acerca de nossas escolhas, de nossas necessidades fundamentais e nossos verdadeiros valores, mais relacionados ao Amor.

Os planetas referentes são Urano em Áries (que já tratamos bastante) e Marte em Libra, que já está ali há algumas semanas. Urano nos balança, nos solicita uma mudança, nos pede que paremos de nos conformar com aquilo que ainda repetimos e repetimos, que ajamos de uma maneira totalmente inédita, que possamos doar inventividade às nossas vidas e transgressar nossas velhas regras. Marte ainda está retrógrado, nos pede e permite que tenhamos mais tempo conosco, com o "interior", minimizando a ação extrovertida, e sugere que tiremos um tempo para refletir antes de nos atirarmos.

Urano está em quadratura com Plutão, e como já bem lhes expliquei há duas semanas, esses são planetas lentos que agem sobre as massas e as estruturas coletivas. Plutão trabalha cada vez mais profundamente em nos desprover de nossos condicionamentos que são transmitidos há milhares de gerações (trata-se da ação sobre nossas células e DNA). Claro que é difícil para nós renunciarmos e provocarmos metamorfoses em nossas mentes e valores. Mas a quadratura de Urano - Plutão permite que a mutação ocorra mais rapidamente, o despertar e a nova visão nos parecem mais acessíveis, pois logo vemos os resultados de nossas tomadas de consciência, e isso pode nos encorajar. Urano representa o despertar, o raio genial, o relâmpago.

Cada um de nós recebe informações de seu corpo, através de emoções, por exemplo, como a sensação de estar nublado pela melancolia, pela tristeza, ou até mesmo um sentimento profundo de que as coisas são duras e injustas, ou quando sentimos fatiga física, dores articulares, doenças infectuosas... Ou até mais sérias.

Urano também está em quadratura com Júpiter em Câncer, o que amplifica nossas lembranças do passado, as memórias da infância, assim como o passado coletivo. O que disse sobre o corpo vale também para os sentimentos, os ressentimentos, as emoções... Assuntos do domínio de Câncer. Para muitos, a relação com a mãe, seja ela biológica ou de criação, vai se reativar, a fim se que proporcionemos cura e clareza nas coisas que são velhas e se repetem há muito tempo. Não se trata de retrabalharmos em nossas relações com nossa genitora, mas de sentir nossas necessidades insatisfeitas, as acolher e, por fim, aceitá-las.

No eixo de Câncer - Capricórnio o tema em questão é o poder: nosso próprio poder e aquele que doamos aos outros ou que temos sobre eles, assim como o que é uma responsabilidade. Sou responsável por aquilo que se passa comigo e em minha vida, mas não mais sou responsável, e muito menos culpado de como o outro vive a sua.


Não é meu dever intervir na vida de outrem lhe dando conselhos ou lições de moral, caso ele não peça minha opinião ou ajuda. A responsabilididade e o poder que me concernem são de cuidar da minha evolução e conduta, de minhas emoções, de escutar minhas necessidades, de criar minha vida utilizando meus dons e talentos, sem me julgar, sem me pressionar quanto aquilo que é "politicamente correto", ou o que se deve ou não deve fazer, etc. Todas essas noções de dever, de obrigação são colocadas em evidência na oposição de Câncer e Capricórnio. E Plutão abre bem nossa percepção que mostra nossa falha de autenticidade conforme escolhemos negligenciar as vontades íntimas para satisfazermos a ambição egóica de sermos conforme as normas de antigamente.

Eis, portanto, do que se trata o eixo Câncer - Capricórnio: como funcionamos em relação ao passado e como nos conformamos com o ponto de vista coletivo. Plutão impõe a Capricórnio fortes questionamentos. Existe um tipo de triagem a fazer de modo vigilante e com discernimento sobre nossos hábitos e rotinas. Aqui ainda, se desapegar não é "trabalhar duro para mudar", mas se autorizar a fazer diferente, se escutar, se deixar ir; tudo isso ocorre sozinho, desde que possamos abrir a porta para uma nova maneira de ver as coisas que são agora uma empreitada de doçura, de carinho, de acolhida de si. Não a nada a fazer para "aprender a se amar", senão simplesmente seguir nossos desejos, nossos impulsos do coração, nossos júbilos, isso é o indício mais seguro e nossa vitória se manifestará tão rapidamente que veremos que esses novos modos de agir trazem ainda mais amor pras nossas vidas. É isso que nos encoraja: nosso sucesso com resultados concretos, visíveis.

* Como não nos sentirmos prisoneiros dessa grande cruz cardinal?

O mínimo é reparar nosso mal-estar e prestar atenção às nossas dores e sofrimentos. Escutar os sinais que geralmente denotam nossas tenacidades, nossos modos de querer agir "como de hábito", ou sozinhos, pois assim será "mais bem feito"; é importante aprender a compartilhar nossas sabedorias (sempre sem moralizar!) e delegar nossos poderes, partilhar também os pesos das tarefas de trabalho, das responsabilidades, confiar, deixar espaço para o outro, ou seja: cooperar ao invés de competir.

Se você achar que sua vida não muda, observe as resistências, escute os pensamentos, veja aquilo que você tenta conservar, para o que você se esforça e deixe-se ir mais longe, deixe-se levar, deixe-se balançar… Não se pressione mais quanto a isso, tome seu tempo; Capricórnio é lento e profundo, não age com cabeçadas e se instala na durabilidade. Respeite seu ritmo e se beneficie de tudo que já foi feito, pois você o merece, é digno de amor e deve ser ciente de seus progressos. Cultive a gratidão e o contentamento e verá a transformação vir por si só.


O eclipse solar que sucede o eclipse lunar de 15 de abril aumenta o impacto das "revelações" celestes. O Sol é o astro que esquenta e ilumina os dias e nossas vidas. Durante o eclipse seus raios são parcialmente ocultados e em seguida aparecem ainda mais fortes, o que é simbolicamente o contraste das energias do eixo de Touro e Escorpião.


* A Lua Nova em Touro:

Touro é uma energia doce e que trás alegria por viver, muito feminino e sensual, se impregna da natureza, da terra e é, portanto, um momento que incita a nos mantermos próximos dela; esse período é análogo tanto a terra do jardim, quanto ao planeta Terra e nosso corpo físico, com a valorização dos cinco sentidos.

Nossos corpos devem ser honrados. Touro é a energia do bem-estar no momento presente, esse signo se nutre de cada situação e investe nela plenamente. É, então, uma energia que se permite decidir lentamente sobre a ação a tomar após ter digerido bem as ideias (Mercúrio em Touro orienta igualmente os pensamentos e a compreensão direcionados para o concreto): Touro toma seu tempo, não se precipita em nada, reflete a fim de não se deixar enganar, antes de mover, de agir ou de mudar. Eis aqui a energia lunar que é proposta nessa troca de mês.

Assim podemos continuar a nos enraizar e pousar em estabilididade. Como já disse durante a Lua Nova em Áries, nossas intenções estão abertas e irão produzir seus efeitos com doçura no decorrer dessas semanas de outono. Idealmente, durante essa Lua Nova em Touro, a calma é propícia à vida e à alegria de viver, a abundância está presente, como numa imagem da germinação sob a terra e a maturação. O aspecto material e concreto tem valor durante esse período de Lua Nova; não percamos tempo em questionamentos inúteis, apreciemos a simplicidade, mesmo na rotina. É um momento de se propor descansos, se apoiar nos prazeres do corpo, de construir nossos dias baseados na doçura.

Durante Áries no mês anterior nós nos propusemos intenções, e agora é a hora de ancorar e fixar, de docilmente colocar para concretizar.  Não estamos mais na ebulição do fogo, nem na espontaneidade ariana, mas na elaboração paciente, um dia após o outro, vivendo no instante presente. O segredo do sucesso pode até mesmo estar em viver cada hora intensamente, em estar presente, segundo por segundo, com nossos cinco sentidos.

Por exemplo: quando tomarmos banho, não pensemos em nossa lista de coisas a fazer, nem nas atividades futuras que entopem as páginas de nossa agenda. Pensemos apenas em cuidar de nosso corpo, em sentir o aroma do sabão perfumado, em aproveitar o carinho da água sobre nossa pele. Do mesmo modo, quando nos alimentarmos, façamos uma verdadeira pausa com calma, tentemos saborear conscientemente, mastigar várias vezes, nos reconciliar com o prato apetitoso. Escutar o bem-estar do corpo passa por todos esses pequenos prazeres.


A sensualidade e a sexualidade também participam do nosso estado de ser. É em vão se pretender espiritual se negligenciamos o "veículo" terrestre que é nosso corpo. O amor na relação a dois são aumentados através dos caminhos do prazer sexual e o toque, as carícias, as sensações prazerosas elevam nossa vibração e nossa energia, se as vivemos de maneira radiante. Muitos de nossos freios e rigidezas devem ser revistas para que nosso proveito em relações amorosas físicas sejam levadas ao topo. Não é momento de flutuar no imaterial, mas de habitar plenamente nosso corpo.

Os aspectos harmônicos (em azul) que ligam a Lua em Touro à Júpiter em Câncer  (as emoções, as necessidades de nossa parte infantil), assim como a Netuno em Peixes (o amor mais elevado, sem retorno ou condições), ou a Plutão em Capricórnio (transformar nossas velhas atitudes) são muito propícias em nos fazer viver momentos agradáveis e de bem-estar, e isso faz parte da ligação sugerida pela grande cruz carninal, como um impulso complementar em direção a transformação.

E, caso você não esteja muito "em forma" ou esteja passando por momentos difíceis, deixe-se levar pacientemente no decorrer dos dias, pois em pouco tempo o céu se tornará mais clemente.

Lhes desejo uma bela Lua Nova, e lhes envio meus dóceis pensamentos.

Michka


16.4.14

Eclipse e Lua Cheia em Libra

http://www.vers-la-lumiere.fr

15 de abril de 2014




Bom dia a todos,

O que há de especial nessa Lua Cheia? O eclipse total aliado a Lua no eixo de Áries e Libra. Mas também a quadratura quase exata de Plutão em Capricórnio e Urano em Áries, que se forma no 13º grau desses signos, e a cruz cardinal perfeita que se anuncia. Muitas coisas foram ditas e escritas sobre esse momento preciso onde chega a "grande mudança" com reforços de previsões mais ou menos agradáveis, e sinto vontade de compartilhar aqui meu próprio sentimento, mais calmo e moderado. Que isso não interfira em seus ideais ou crenças caso não convenha, respeite-se e siga suas visões pessoais, pois todos somos fornecidos de guias mediadores interiores, sejam quais forem as diferenças, e não tenho como objetivo convencer, mas exprimir minha convicção íntima.

Acredito que o momento atual não deva criar medo, mesmo que as palavras possam induzir essa ressonância nos níveis de nossas personalidades. Não é útil nos empenharmos alegremente em celebrar a chegada de um novo mundo amanhã. Se trata, ao contrário, de nos mantermos serenos e centrados em nós mesmos, nos escutarmos, sem nos deixarmos levar pelos fenômenos anunciados ou previsões exteriores.

Creio que o medo chama a negatividade e a dualidade, ao passo que a confiança na Energia Amorosa que nos inspira chama a sabedoria. Sempre há, por nossa parte, um tipo de "assentimento" tácito que  nos alcança, escolhamos isso ou não. Onde necessitamos do poder da prece ou da meditação, de recentrar no que temos de mais curador em nós: o Coração, onde vive o amor.

O eclipse total da lua de 15 de abril:

Fisicamente, o que é um eclipse? O que nós vemos? Nada, durante alguns instantes, pois é um momento onde a Lua Cheia desaparece pros nossos olhos. Para que possamos contemplar o fenômeno físico do eclipse lunar é preciso que ele aconteça durante a noite no lugar em que vivemos.




O que acontece enquanto isso? O eclipse lunar ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados, e a Terra passa entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre a Lua, e a obscurescendo de modo que não mais a vemos. Vocês sabem que, de fato, a Lua não "brilha" por si só, é sempre o reflexo da luz do sol que ela irradia.


Assista esse vídeo para compreender melhor:

O que é isso na astrologia simbólica?

A Lua se refere muito ao nosso inconsciente e a nossa vida cotidiana, ritmando nossos ciclos, sobretudo interiores. A Lua cheia corresponde a um momento de tomada de consciência, onde estamos na claridade e na plenitude, momento este que pode ser visto como o paroxismo do ciclo a cada mês, pois o laço instaurado a partir da Lua Nova é levado ao ápice, de onde temos as compreensões de nossos comportamentos, flashes acerca de algumas ideias passadas, etc: vemos mais claro aquilo que nos estava "escondido", e então retornamos ao começo, durante os dias seguintes, em direção a próxima Lua Nova, que nos impulsará a outras coisas. Esse movimento se renova mensalmente.

Os eclipses tem o efeito de cortar essa repetição e interrompem o ciclo a nossos olhos, de modo breve mas significativo, nos tampando por um tempo bem curto o que nos nutre e ilumina o inconsciente. Nesse momento em que estamos "nas sombras" surgem revelações, que vem a tona assim que a Lua volta a aparecer. É simbólico e, como com toda linguagem fundada nos mitos e nos símbolos, devemos ser sensíveis quanto a como isso condiz como colaboração para receber as revelações em questão, que surgem de uma ruptura em relação às memórias antigas, ocasião de liberação de pesos do passado e de hábitos ou comportamentos que se tornaram desataptados; tudo isso a maior parte do tempo atravessado no inconsciente, salvo para o com aqueles que se escutam e se sentem interiormente.

Esse "corte" em relação as nossas âncoras precedentes é significado no eixo que se dá a Lua Cheia, entre Áries e Libra.

A quadratura de Urano e Plutão:


Tudo já foi dito aqui sobre esse assunto, e portanto, nos lembramos bem que se trata de um momento de limpeza coletiva e individual, que pede por mudanças. Quanto mais nos abrimos à renovação da vida, mais as revoluções trazidas por Urano em Áries nos parecerão fáceis de aceitar, e até mesmo agradáveis, desejadas, bem-vindas. O caminho de nossa transformação e de nossa cura começou há muitos anos, as energias que tocam atualmente por meio das influências dos planetas são somente um momento de crise, mas uma crise de mutação salutar, favorável a nossa elevação e evolução.

As forças poderosas de transformação estão abertas e podem ser vistas na vida cotidiana para "aqueles que quiserem ver". A mudança não é uma novidade, ela tem se instaurado progressivamente, porém se acelera de modo visível, geralmente sob formas que nos são as mais assustadoras: o caos e as perdas.


Por que o mundo está tão caótico e tão "de cabeça pra baixo"?

Porque muitos resistem às mudanças, se agarram aos comportamentos antiquados, aos bens, às posses, e isso gera uma energia de comprensão, de opressão, como o efeito do vapor dentro do forno. Se aceitamos mentalmente nos adaptarmos (deixar sair a pressão) a tudo que não conhecemos bem ou que chega de modo imprevisto (Urano em Áries), mesmo se isso nos desestabiliza, o movimento será sem dúvidas mais fluídico. Mas nossas resistências criam tensão, rebelião, explosão. Todas as pessoas que não aceitam as mudanças e perdas em suas vidas (perda do emprego, da moradia, do poder de compra, de postos e provilégios, de um parceiro...) participam da criação de uma energia explosiva que observamos no mundo: as manifestações com fanatismo, terrorismo, guerras são provas da violência possível de Urano em Áries quando este está reprimido. Não estou dizendo que é fácil. Mas que temos um poder pessoal para exercer, na maestria de nossas reações, e que isso é preponderante para mantermos a estabilidade em nós e ao nosso redor.

Não basta querer criar a paz no mundo enquanto mantemos em nossa interioridade ou vida individual as energias de conflitos, de segregação, rebelião, rancor ou reinvindicação. Porque tudo se junta e pesa sobre o coletivo. Como dizia Gandhi: "seja a mudança que você quer para o mundo.". Somos?

Portanto, mesmo caso não alcancemos o estado de paz, como quer nosso ideal, não é algo tão grave assim, pois mesmo essas energias de tensões extremas são úteis ao prezo, elas de fato criam um mal estar em nós e isso obriga a nos questionarmos. O cansaço, tal como a depressão, é igualmente um motor poderoso para ressaltar-nos para além do sentimento de injustiça.

O mundo se prepara para uma maior abertura da consciência, ao passo que o enforcamento rígido (Capricórnio) dos valores antigos, das crenças anciãs sobre o amor, o trabalho, a política, o poder, a educação, sobre o que e como tudo isso deve ser feito e etc, tudo o que nos freia e acomoda perante a mutação demandada para a evolução da humanidade (Urano em Áries), e ao mesmo tempo, tudo isso que ocorre inevitavelmente, está se interrompendo sob a ação conjunta de Urano e Plutão em Capricórnio. Isso exige verdade nua, transparência, abrir mão do orgulho e das reinvidicações; um total renascer a partir de um despir completo.

Plutão também destrói em nós as poupanças e cria em nossas vidas pessoais graves perdas: lutos, separações, fracassos. A menos que enfrentemos essas ações antecipando as mudanças (por exemplo, sair de um trabalho assim que sentimos que ele não mais convém e só trás tensões; ou, ainda, fazer o velório de nossas expectativas em uma relação a dois). Plutão se encarrega de nos desprover de tudo aquilo que nos agarramos, conscientes ou não. Tange sobretudo nosso senso de dever, de responsabilidade (Capricórnio), nossa rígida perseverança em seguir os objetivos por ambição, pelo sentimento de dever, segurança e estabilidade, ou em nome das obrigações inventadas para nós em relação com os outros, sob a ameça do sentimento de culpa. Todos esses sistemas vêm à tona, nos causando muito peso e sofrimento, para que enfim possamos abandoná-los em nossas vidas.

Para cada um de nós isso se trata de perguntar-se onde estamos perante nossos valores. Estamos autenticamente a serviço de nosso Ser ou estamos a serviço dos valores menores, que se baseiam no poder de uns sobre os outros, com competição e lucros, e ao mesmo tempo sobre a valorização de si mesmo baseando-nos em esforços, trabalhos e performances? Quanto mais nos apoiamos com apego em valores e ideais do passado, mais nossa vida atualmente parece se afundar sob nossos passos ou diante de nossos olhos, e mais perdemos peso em todos esses domínios.

Ao mesmo tempo, os valores que nos asseguram nos sistemas coletivos estabelecidos irão também colidir inexoravelmente, ao passo que virão à tona o abuso dos bens sociais, as manipulaçōes maquiavélicas para chegar ao poder, a perversidade,  o enriquecimento financeiro pessoal ou o ato de colocar como priopridade valores falsos ou perversos. A educação, a medicina, a política, os bancos, os sindicatos profissionais, a habitação, a ecologia, os modos de pensar, de se comportar e etc, serão chamados a desaparecer para se renovarem totalmente, mas isso se tratará a princípio dentro de nós mesmos. Não devemos mais manter as coisas ali, custe o que custar, mas sim deixá-las partir, morrer e reconstruir o novo no lugar.


Apesar de todas as nossas resistências possíveis referentes ao que nos soa como uma responsabilidade, o avanço é inevitável, pois existem outros fatores que nos ultrapassam: o DNA está em mutação, as gerações jovens chegam com novas bases, talentos e visões diferentes, e o tempo que levam pada aprender é reduzido.


O movimento caminha em direção a Era de Aquário: mais igualdade, solidariedade, respeito pelos outros, empatia e amor. Devemos nos liberar para vivermos de um modo que seja mais conforme nosso ideal: a harmonia, a fraternidade entre os humanos, a simplicidade, a benevolência. Acabemos com o poder e a chantagem,  os laços de força. Para isso devemos derrubar nossos velhos esquemas de desconfiança, nossos medos de sermos enganados ou abusados, nosso desejo incansável de sermos melhores, mais bem posicionados, mais performáticos. Observemos nossos pensamentos antigos e o modo como ainda funcionamos parecendo rígidos robôs. A análise em questão nos é demandada em todos os níveis da vida cotidiana.


Os meios da Lua Cheia:
 A cruz cardinal que exprime a mudança é representada pelas linhas vermelhas que ligam os planetas nos signos de Áries, Libra (eixo da atual Lua Cheia), de Câncer e Capricórnio. Essa configuração é um desafio que dinamiza e porta grandes novidades, relações e iniciativas. Coletivamente e individualmente. Em quais domínios iremos perceber a mudança?


Na vida familiar e doméstica, mas também em nosso interior (Câncer), assim como no poder que obtemos ou excercemos sobre os outros (Capricórnio) e a afirmação de nossas ambições em nossa vida social; tudo o que concerne nossa fragilidade emocional e sentimental (Câncer), tanto quanto nosso hábito de maestrar a outrem a expressão de nossos sentimentos e não manifestar sua delicadeza (ou não mostrar sua fragilidade). Nossa propensão a portar os problemas alheios (Capricórnio) e nossa faculdade de escutar nossas próprias necessidades afetivas ou de consolação (Câncer), quereres que são exarcerbados por Júpiter e a Lua Negra.

Também é um eixo de responsabilidade: sair de nossos comportamentos infantis, por vezes caprichosos, para nos tornarmos adultos estáveis e assumirmos nossas vitórias, assim como nossas perdas e necessidades de recuperação. Temos em mãos a tarefa de nos ocuparmos de nossos próprios problemas e emoções, no silêncio, retiro e maestria (de modo benevolente e dócil). Pois se trata de nossa conexão com a infância, que é passada, mas que deixou seus traços e guarda memórias vivas (Câncer). É nossa ligação com a autoridade (Capricórnio) que excercemos, assim como com a que nos submetemos.

E para o eixo da Lua Cheia, podemos observar as forças de mudanças em nossas relações com os outros, especialmente as que estão num nível de casal ou de associações (Libra), em nossos comportamentos face às escolhas, como nos afirmamos nelas (Áries) e como nos posicionamos - ou não - e com que intensidade (Libra);  na comunicação não-violenta (Libra) ou exarcebada e impulsiva (Áries). Em nossa capacidade de viver de maneira autônoma (Áries) e em nos ocupar, a princípio, de nós mesmos ou sermos dependentes de outros (para agir, lhes servir, conceder prazer). Como sentiremos essas mudanças?
Nessa configuração tão dinâmica tudo depende de nossos funcionamentos habituais. Se o eixo Áries - Libra é muito ativo e mal canalizado (coléra, nervosismo ou implicações excessivas para com os outros) as relações podem se tornar tensas, a afirmação corre risco de causar problemas e as escolhas serão difíceis, pois a impaciência e um sentimento de urgência podem se apoderar de nós, aniquilando toda chance de harmonia.


Isso será exatamente o oposto se já estamos em paz conosco e temos o hábito de fazer escolhas conscientes e centradas, de viver nossa relação com os outros de maneira temperada e autêntica, sem conflitos, na partilha equilibrada dos afazeres, e se somos capazes de exprimirmos nossas opiniões sem guerra nem batalhas egóicas. Então essa cruz mutável aumentará ainda mais nossa consciência, gerando ainda mais tudo isso: harmonia e temperância de escolhas e um posicionamento alegre para com todos (Marte, Lua e Nódulo Norte em Libra), uma autonomia que permite mostrar um novo caminho a cada um que seja desejoso de nos seguir e se revela capaz de compreender essa ligação (Urano e Mercúrio em Áries) assim como comunicá-la por meio de exemplos.

É o exemplo de um alpinista pioneiro que abre uma via de ascensão sobre uma montanha, a qual ainda será seguida por centenas de outros. Ele ousou se singularizar com audácia e dentro de uma certa solidão. É também o exemplo de pais recentes que mostram a seus filhos, por meio de seus próprios comportamentos e sem nada dizer,  como viver de modo amoroso e justo um novo caminho educativo. Assim, cada vez que decidirmos manifestar nossos valores ideais (paz, amor, equilíbrio, beleza, etc) criamos um exemplo e uma irradiação que tocará os outros. Não há nada a ser dito, nada a ser feito para convencer, simplesmente devemos colocar em prática por nós mesmos. E isso bastará para influenciar os que estão por perto!



O que mais:

O trígono de Peixes com Câncer: aceitar o que se apresenta, tanto do exterior quanto de nossos sentimentos íntimos, sem pretensão nem preconceitos. (Netuno e Quíron em Peixes). Seguir nossos sonhos e ideais, mas não se deixar levar pelas brumas da ilusão. Por exemplo, se meu sonho é um mundo de amor onde todos se ajudam e se apreciam, animados pelo espírito da caridade, então coloco em ação  essas coisas belas para mim e em minha vida: aceito pacificamente os eventos e não forço nada, mas não me deixo seduzir, pois sei que nessa dimensão a desordem e a instabilidade também coexistem. Partilho do que tenho, de modo equilibrado, sem excesso, mas me mantenho lúcido sobre o fato de que o outro pode recusar ou não estar de acordo. Em mim, o tempo todo, preservo a paz e os pensamentos que não criam conflitos inúteis ou dilemas interiores, como "ah, adoraria comer um bolo, mas não quero engordar." Ou "adoraria sair com tal pessoa, mas vou recusar para não parecer frívola".



Vejam, observem todo esse sistema de dualidade permanente entre "o que eu desejo" ou "do que necessito" (a escuta de si em Câncer) versus "do que me privo" (a censura abusiva em Capricórnio).


O sextil de Peixes e Capricórnio: trata-se, por exemplo, de colocar em prática o amor incondicional em direção a nós mesmos, a princípio, e de deixar ir embora todas nossas certezas passadas e o poder que excercemos sobre os outros. "Me amo como sou, me autorizo a ser assim e não mais me ocupo do que dirão, nem ligo para expectativas alheias, pois concedo a cada um sua parcela de responsabilidade e liberdade de pensar."

Desejo-lhes uma bela Lua Cheia e lhes envio muito encorajamento para tomar consciência de vossas novas conexões e anseios para atravessar da melhor maneira esse intenso e transformador período.

Michka

Fonte:

2.4.14

Lua Nova em Áries



30 de março de 2014


Boa noite a todos, e bem vindos a essa primeira Lua Nova do ciclo zodiacal!


O que nos trás a energia de Áries durante essa lunação?


Muitos entre vocês o sabem, o Ano Novo não é verdadeiramente em 1º de Janeiro, e sim no dia do equinócio de primaveira/outono, pois é este o aniversário solar, quando o Sol entra a 0 graus de Áries (de acordo com a astrologia geocêntrica) e surge abaixo do equador. É o começo do ciclo das quatro estações.


Eis, portanto, o que caracteriza a Lua Nova em Áries: a energia do fogo, o desejo de se colocar em ação. Trata-se de uma energia de impulso, iniciativa, começo. Porque a Lua Nova é igualmente um momento de início, é um período para elaborarmos projetos e nos deixarmos mover pela intuição e lançamento espontâneo que nos anima.


Isso dito, o céu que se mostra é um pouco tenso, salvo se aceitamos velar e guardar permanentemente a harmonia interior, a qual supõe nossa vigilância. É questão de bastante interiorização e de privilegiar a calma ao observar os pensamentos e os sentimentos que nos atravessam, a fim de assinalar os problemas discordantes e lhes remediar. Como é Marte quem governa a Lua Nova em Áries, e que está retrógrado em Libra, é elementar aceitar que o gás que nos atravessa não poderá forçamente ser queimado ou posto em ação rápida e espontaneamente. Nossa impaciência por avançar, típica de Áries, pode ser levada a mal pela reflexão a qual propõe Libra, com um período de negociação, de compromisso, e, ainda mais, devido a lentidão da energia marciana quando o planeta está retrógrado.


Portanto, Marte, que é o planeta que permite que nos afirmemos e nos exteriorizemos, tem sua energia temporiariamente canalizada para o interior, desviada de suas implicações ativas e jogada ao desacelerar. O interesse aqui é de refletir primeiramente acerca do que fizemos anteriormente, principalmente sobre ações e experiências que não nos trouxeram harmonia. Pelo menos a retrogradação de Marte permite que observemos como podemos agir da próxima vez dentro de circusntâncias semelhantes, a fim de sentir a temperatura de nosso avanço. É, portanto, um tempo de elaboração de projetos, mais do que de concretização. E um momento de obter uma visão retrospectiva.


Mal interpretada, a impaciência por não avançar produz o efeito inverso daquilo que esperamos, pois não tomamos o tempo de escutar nossas irritabilidades ou frustrações; Marte (que ainda e sempre possui uma energia masculina e é o astro do dinamismo e do desejo) retorna sua energia contra nós e a lança a nosso encontro: podemos nos irritar, sofrer de doenças (e geralmente de doenças ligadas ao fogo: queimaduras, dores de cabeça, inflamações) ou sofrermos pequenos acidentes, mesmo que fiquemos pouco tempo expostos às vulnerabilidades desse plano. Aqui não mais, nenhuma fatalidade, apenas a ocasião de nos dizermos "chega!" e prosseguir com mais temperância e de retorno a paz interior (Marte está em Libra, o signo da harmonia e do equilíbrio.)


Se trata de não fazermos corpo mole perante as novas atividades talvez muito agressivas ou exigentes de uma despensa física mais prolongada e vigorosa. Não é mais um momento de querer "mudar tudo" ou de empreender em grandes coisas, mesmo se Marte agita o interior de nós todos e impulsiona esse desejo. Aguardemos pacientemente que ele volte ao movimento direto para que nos aventuremos em novos lançamentos.


Embora o espírito pioneiro de Urano em Áries igualmente nos agite, ao passo que está em conjunção com a Lua Nova, é claramente preferível guardar nossas energias para mais tarde e passar um tempo na elaboração e preparação dos atos futuros. O período de retrogradação dura a cada ano cerca de 80 dias, começou em 2 de março de 2014 e terminará em 20 de maio. O conselho é, portanto, de não adotar comportamentos impulsivos durante esse longo período, de não procurar conflito, privilegiar o tempo, a calma, a prudência e a tranquilidade. Guardemos o equilíbrio em todas as coisas. Isso se confirma pela oposição do Nódulo Sul em Áries (e seus excessos todo fogo queima) com Marte.


Sobre o plano evolutivo, a mensagem é igualmente que esse período de Lua Nova em Áries deve nos ensinar a canalizar nossa energia fogosa e audaciosa ao tomarmos conta dos outros, e ao tomarmos consciência de nosso orgulho para nos desapegarmos de vez desse ego tão presente. O objetivo final é mostrar um exemplo diferente, baseado na ação a partir do coração (sextil com a Lua Negra em Leão) e não para sermos reconhecidos ou aprovados e nos tornarmos os mestres, os « Carneiros do bando », no sentido verdadeiro e nobre do termo.


O trígono de Marte em Libra e Vênus em Aquário sustenta uma colaboração com os outros, principalmente baseada sobre a simplicidade e neutralidade, amizade e fraternidade. Isso nos ajuda amorosamente a olhar bem nossas intenções e motivações interiores, a re-examinarmos sobretudo o que gera em nós a vontade de decidir, avançar e empreender, de tudo jardinarmos, e, portanto que o momento é ainda de sabedoria, meditação e introspecção.


Saturno em Escorpião está igualmente retrógrado, e, portanto, reforça esse convite de dar o tempo ao tempo, a fim de nos mantermos dentro de nossos sentimentos. Ainda mais que de costume, Saturno nos pede que nos enquadremos, nos enraizemos interiormente e nos coloquemos sobre a estabilidade, sobre a dureza. Nos propõe que observemos quais são nossas buscas e nossos condicinamentos notavelmente dentro do domínio dos sentimentos e dentro da gestão de nossas emoções (Escorpião) e de apará-los radicalmente, a fim de os redefinir de forma consciente. Escorpião é a profundidade de nossa psique e é o que mais há de ancorado em nós, em relação com a morte, sexualidade e emoções conturbadas. Uma boa ocasião de nos inclinarmos sobre esses assuntos para lhes tratar se necessário, de verificarmos se agirmos por amor e se nossas relações são autênticas, se não tentamos seduzir para sermos amados (quadratura de Saturno em Escorpião com Lua Negra em Leão), nem tentamos colocar nossos ideais sociais como prioridade para que todos nos apreciem (quadratura de Saturno em Escorpião).


Os comportamentos mais adaptados são aqueles que nos fazem bem, não pelo egoísmo, mas porque fazem com que a vida seja fluída e simples, geram harmonia no nosso cotidiano, sem tensões, dualidades, nem interdita o interior e porque é algo que irradia para além de nós, em nossas relações e em nossa disposição por ouvir o outro. A responsabilidade das emoções ressentidas pelos outros os pertence, e não devemos mais nos sentir culpados se paramos de funcionar sob o sistema ancião onde a felicidade do outro era nosso único propósito. Altruísmo é amar o próximo, sem condiçōes, e não tomar decisões em seu lugar ou tentar evitar os buracos de suas escolhas.


Essas são as escolhas que nos propõe este dinâmico céu, ao passo que a compaixão sem limites de Netuno em Peixes, aliada a compreensão intuitiva e sensível de Mercúrio em Peixes, permitem fazer reinar em nossa vida o sentimento de amor total e incondicional, sem cair sob as armadilhas da vítima ou do salvador. Ver o sofrimento de outrem e do mundo e lhe acolher, mas não os tomar pra si ou tentar modificá-los. Mostrar um caminho de paz sem forçar alguém a segui-lo, sem estabelecer laços de força, ou se crer detentor da verdade, tais são os desafios desse momento em particular.


Lhes desejo uma bela e boa Lua Nova, e me alegrarei, como sempre, de ler os depoimentos e comentários que vocês queiram deixar no site. Até muito em breve!




Michka





- Fonte:
http://www.vers-la-lumiere.fr/