Traduzido às pressas, perdoe se a leitura for cansativa...
Quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Bom dia a todos,
Enfim chegamos a Lua Cheia pertencente ao ciclo de lunações de Capricórnio, o qual teve início no primeiro dia de janeiro. Um momento ainda intenso e rico em desafios de todos os tipos, mas especialmente a nível emocional, por agora se defrontar com a Lua em Câncer, sensível, emotiva, receptiva, frágil como uma criança; e um Sol em Capricórnio, duro, estável, frio, sólido, distante e sério. De início, recebi uma imagem de uma menininha tímida e um pouco medrosa, mas plena de imaginação (Câncer), enfrentando um adulto autoritário, sério, por vezes rígido e que não se deixa emocionar (Capricórnio). Eis aqui duas facetas de cada um de nós, que se encontram atualmente iluminadas, graças à Lua Cheia.
Isso ultrapassará os próximos dias, pois os planetas que acompanham o Sol (Plutão e Vênus estão retrógrados) e as energias que a Lua sensibiliza (Júpiter e Lua Negra) se incorporam em Capricórnio e em Câncer por um tempo mais duradouro do que a simples lunação atual. É a oposição de duas energias: essa facilmente nos toca por ser sensível, e que nos põe em movimento ao menor sopro (como a água da maré); e essa que é sólida, imutável por ser estável até a rigidez, e sobre a qual podemos apoiar nossos medos (como a rocha ou a montanha). Eis, portanto, uma oportunidade maravilhosa de observá-las mais de perto! Como geralmente utilizamos essas energias?
Podemos optar por um pouco de isolamento (escolha nesse caso assumida) e procurar o benefício de tirar um tempo de pausa e de introspecção (Capricórnio serve também para isso), a fim de nos reforçar e esclarecer o que pode estar frágil em nós, ou só porque nossa alma, nossa inspiração, nossa receptividade precisam de silêncio. Isso pode também ser devido a um desejo legítimo de focalizarmos em nós mesmos e nossas prioridades do momento. (A Lua Cheia em Câncer é o reflexo de tudo isso, acrescido por Júpiter em Câncer).
Podemos ainda ver igualmente como, ao contrário, às vezes nos metemos em situações de desestabilização (mas tentemos ver isso sem nos julgar por tanto!). A observação de nós mesmos tem um poderoso impacto de criatividade em nossa realidade. A teoria quântica destaca a afirmação de que a realidade não se torna “real” até que ela é vista por um observador. Sejamos, então, esse espectador e observemos que criamos a diferença a cada nova observação!
De maneira mais concreta, cada um de nós pode se reconhecer dentro desse eixo Câncer / Capricórnio, e geralmente porque nós o atribuímos uma experiência desagradável. Por exemplo, assim que acordamos, podemos ser tentados a retornar para a nossa “conchinha”, de permanecermos escondidos debaixo do cobertor, para não precisarmos confrontar com aquilo que nos aguarda, ou seja, as obrigações, os condicionamentos muito sérios de nossas vidas, nossas responsabilidades e aquilo que nos pressiona, muitas vezes com razão, como as provas difíceis de sobreviver. Escrevi “com razão” porque nesses momentos a maioria de nós mais dentro de um confinamento (Capricórnio) e da proteção (Câncer) e iremos enxergar aquilo que dentro de nós está bloqueado e dolorido, e sentiremos nossas dificuldades para lhes acolher conforme elas são vivenciadas subjetivamente.
Geralmente é uma necessidade que vem de nossa pressão interior, um tipo de conflito mental (e Mercúrio em Aquário nesse instante é um ótimo agitador), onde estamos atormentados por dilemas que nos parecem impossíveis de superar. De fato, como escolher entre aquilo que nossa alma deseja (Lua em Câncer), aquilo pelo o qual clama nosso corpo (Nódulo Sul em Touro), nossos próprios princípios e conceitos (Mercúrio em Aquário) e aquilo que a vida exterior nos pede (Sol em Capricórnio) e que nesses momentos atuais podem parecem causar restrições, obrigações e arrumações na casa: o trabalho, a utilização do tempo cotidiano, as condições familiares ou sociais (Plutão e Vênus em Capricórnio)?
A ambição exterior atualmente está caótica e a atmosfera é sempre elétrica, o estresse é perceptível para todos (Urano em Áries fazendo quadratura com Plutão em Capricórnio), e nos é solicitado que fiquemos estáveis, dentro de nossas seguranças interiores (Capricórnio) sem nos identificarmos emocionalmente (Lua, Júpiter e Lua Negra em Câncer) com aquilo que acontece lá fora, mas em nos recordarmos o que nos afeta no exterior é a resposta exata daquilo que nos importuna dentro de nossos próprios “dentros”. Essa quadratura de Urano e Plutão coloca em tensão dois setores bem pessoais (dentro de nosso mapa astral) e bem precisos de nossas vidas, dois departamentos e domínios da existência que lançam os desafios dentro desse longo período. Já pudemos perceber que esse aspecto coletivo que reflete a crise mundial, assim como as grandes transformações da Humanidade nos afeta a cada um, pois gera em nós perguntas incontornáveis e nos destitui do passado, de nossos casacos usados. Mas nós também interagimos sobre essa quadratura coletiva, cada um com seu próprio modo pessoal e exclusivo. Lembrem-se que nós todos somos os co-criadores desse todo e que o tempo todo somos responsáveis do que nos acontece.
Cada vez que cedermos mais voluntariamente à pressão e à impaciência “exterior” (Uranos em Áries) àquilo que somos mais ou menos permeáveis (Câncer, Escorpião e Peixes são sempre bastante), negligenciaremos nosso foco em nós mesmos, (Lua em Câncer e Júpiter em Câncer) sore nossas próprias prioridades e necessidades e seremos embarcados para o estresse. Ou até que pensemos bem (“preciso me focar” – nos diremos) nos enfiaremos ainda com mais força as obrigações que nos fazem sentirmo-nos culpados por não estamos “top” para aquilo que queremos fazer ou para satisfazermos a expectativa de outros. Encaremos os fatos, sempre encontraremos uma “boa alma” para nos causar um eco acerca de nossos próprios medos e nos dizer que nós realmente não somos nada, muito rígidos e frios (Sol em Capricórnio), ou ao contrário, muito sensíveis e chorões (Lua em Câncer), ou seja, de fato, alguém exatamente de acordo com aquilo que acreditamos ser! Gratidão a todos os belos espelhos que nos fazem ver uns aos outros. ♥
Às vezes não escutamos aquela voz interior (Lua em Câncer) que nos diz que estamos cansados ou tristes e que deveríamos cuidar de nós mesmos (a Lua sempre é o arquétipo de nossa mamãe interior, a parte de nós que reflete como víamos nossa mãe quando crianças) e tentamos ignorar para então cumprir, custe o que custar, o que os outros demandam (Sol em Capricórnio). O Sol é nossa energia vital, nosso pólo ativo. Obteremos, portanto, diante desse jogo de diferenças, medos que restam de nossa educação e condicionamento sociocultural: medos de não estar “à altura” e de não encontrar nosso lugar ou de perde-lo (Câncer), medos de deixar passar uma oportunidade de trabalho e de não satisfazer nossas ambições ou missões (Capricórnio), medo de nos encontrarmos em uma situação financeira ruim (Touro), medo do olhar dos outros, medo de não estar de acordo com aquilo que devíamos fazer (Mercúrio em Aquário é muito bom nesse instante, para nos dizer o que devemos fazer!!).
Observemos que geralmente ainda agimos em função daquilo que os outros dizem ou que possam pensar a nosso respeito (Capricórnio), seja em função de como nós julgamos o mundo devido à nossas susceptibilidades pessoais ou de lembranças recheadas de rancores (Câncer). Quanto a isso, não lhes trago nenhuma novidade especial, vocês podem ver por si, pois todos podemos viver isso e geralmente ainda escolhemos a opção de nos submetermos aos tumultos da vida exterior.
Mas Marte está em Libra (e por favor, paremos de repetir que Marte não está bem posicionado no signo de Libra, ele está e é perfeito assim!) e esse planeta intervém para mostrar-nos a que ponto não é justo agir assim: nos submeter a tudo o que aparece, com uma confiança desmensurada e olhos fechados. Existe, até mesmo nesse caso, um abandono de nosso poder pessoal para benefício dos outros e das circunstâncias (tudo o que nos remete aquilo que chamamos de “forçado”, “perseguido” ou ainda “fatal”). Essa maneira de inércia, confinada à resignação, é sancionada diretamente (pois ela não é iluminada pela consciência) por ásperos castigos de chicote, seja por nos estabilizar imediatamente sobre o plano emocional se somos hipersensíveis (Lua e Júpiter em Câncer); seja por gerar situações conflituosas no plano material: por exemplo, contratempos tais como doenças.
Marte em Libra nos oferece escolhas, está ai para temporizar, harmonizar e equilibrar esses energias contraditórias e opostas (meu espírito entusiasta anseia por dizer “complementares”, pois elas também o são). O segredo é justamente a metade, como sempre, mas ainda devemos compreender e enxergar onde estão nossos recursos: Marte em Libra é nosso guerrilheiro e quem decide interiormente o que fazer para se colocar ao serviço do equilíbrio, da paz e da beleza que existe dentro de todos os domínios de nossa vida; compreendendo isso irá reconciliar em nós a sensibilidade, a afeição e a doçura (Câncer) com a fortaleza, a seriedade e a solidez (Capricórnio).
Se quisermos que nossas relações sejam harmoniosas, então tomemos tempo para nos interiorizarmos (Sol em Capricórnio), para escutar primeiramente nossos desejos individuais de carinho e de consolação (Lua em Câncer), mas também nosso medo de proximidade demasiada significa uma invasão à nosso território íntimo e frágil (Lua Negra em Câncer). Pode ser igualmente bom observar e talvez re-verificar nosso modo de amar e nossos valores. É um momento para revisitar nossas maneiras antigas de sermos dentro de nossos relacionamentos e em que nos apegamos em termos de valores morais, financeiros, artísticos, e de observar quais são nossas atrações e repulsões, gostos diversos e variados aos quais nos apoiamos rigorosa e solidamente (Vênus em Capricórnio). Não é um período propício para adentrar novidades, se queremos que seja duradouro, como ter novas relações amorosas ou criar obras artísticas, mas um momento favorável ao retiro para fazer um balanço daquilo que já existe, afiná-lo e aprofunda-lo, o instante é ainda para a interioridade e isso pede paciência e tempo.
Se quisermos que nossa saúde melhore, então tomemos consciência daquilo em nossas vidas que nos fragiliza no plano emocional (Lua e Júpiter em Câncer), a fim de acolhê-los com benevolência, mas também observemos a força e densa solidez, o núcleo, de nossas estruturas (Capricórnio) que nos pertencem e como as utilizamos: será que nos criamos demasiadas restrições, de modo abusivamente autoritário, ao sermos severos conosco (Capricórnio) e em nome do quê fazemos isso? Ou será que sabemos por em xeque nossos velhos hábitos (Plutão em Capricórnio) e conectarmos com a sabedoria que existe em nós, que é inspirada por nossos sentidos e nosso inconsciente (Saturno em Escorpião)?
Para além desses desafios que ainda nos são difíceis, tentemos deixar que venha uma confiança e uma solução que seja justa para nós mesmos e para todos, pois não somos os únicos ou as únicas implicados dentro dessa experiência; nós interagimos com os outros (Marte em Libra nos mostra a permanente relação com o outro para preencher nossos deságios evolutivos) nas entranhas da vida, graças à interdependência de Netuno e Quíron em Peixes, os quais nos reconectam a nossa essência cósmica.
Temos necessidade dos outros e de seus pontos de vista e ideais, mas não é para nos submetermos nem nos conformarmos com isso (Libra tende a dizer ‘sim’ à tudo, a questão aqui é aprender a decidir em função daquilo que é bom para nós, pois Marte o demanda para fornecer o equilíbrio em tudo e para todos. Também é necessário que observemos ao nosso redor, os animais, a vida na natureza, a Terra, o Céu estrelado).
Às vezes também é necessário aprender a colocar um pouco as outras coisas de lado e esperar um pouco antes de ficarmos nervosos ou de nos forçarmos, pois o universo responde rapidamente à nossas aberturas de consciência. Quando a inquietude e a agitação nos adentram aquilo que está em volta fica embaçado e sofremos com nossas dúvidas. Quando nos retiramos do fluxo tumultuoso sem nos culpar por isso, para nos recarregarmos, escapamos da influência dessas injunções coletivas e dos “bons conselheiros”, influências às quais ainda somos muito permeáveis, e que se manifestam por palavras tais como “você é egoísta, pense um pouco nos outros, você devia fazer isso ou aquilo, como é que você pode se queixar de algo que não é tão grave assim”, etc. Ao nos retirarmos (e não, não é uma fuga, é tomar um momento de pausa, de refúgio, de cura) tiramos a culpa de todo esse processo de proteção e de repouso interior que nos permite encontrar em nós mesmos o amor, essa pequena chama que apenas sozinhos podemos captar dentro do silêncio e da solidão, ao nos tornarmos docilmente a nós mesmos, e que podemos notar através da respiração consciente. Isso talvez seja o amor incondicional.
E se o ambiente for sombrio, a negação não mudará os fatos, mas nos demorar na escuridão tampouco será útil; o mundo está em mutação, nós sabemos, e temos a chance de nos sentirmos alegres ao ver que o caos se amplia dentro de todos os domínios da existência, pois assim nos aproximamos cada vez mais da renascença que daí brotará.
Numa manhã recente recebi a carta de Bianca Gaïa, a qual assino o boletim, e ela me inspirou bastante a sair de minha própria concha, acredito que vocês são capazes de discernir aquilo que pode ou não ser-lhes útil a partir de minha mensagem. Vocês podem ler no site dela a canalização intitulada “2014: A Aliança Sagrada” [2014: L’alliance Sacrée].
Todos nós, como uma Humanidade, caminhamos simbolicamente em direção a luz dentro de um momento de erros e escuridão espiritual, mas também de insegurança afetiva, material, com mais ou menos compaixão por outros dentre nós, de fato com um sentimento de fatalidade que nos parece por vezes incontornável. Verifiquemos e nos certifiquemos como somos exaustos de tantos esforços, pois todos fizemos bastante para chegar aqui, mas agora descansemos um pouco e observemos que de fato sempre tivemos que escolher.
É isso que é nossa força: a escolha, a liberdade, o livre arbítrio de abraçar ou não a única responsabilidade que temos: iluminar nossa vida, acolher e depois deixar que partam nossos medos que passarão, confiar no desenrolar natural do curso das coisas, aceitar aquilo que vem ao nosso caminho sem julgar nem resistir (isso é, nos amar, nada complicado demais). Nós não temos nada mais a fazer que seja para os outros ou em função dos outros. Ao iluminarmos nossa própria presença e nossa sabedoria sobre o caminho que nos pertence, iluminaremos, de cada vez mais perto, o caminho dos outros. É somente por nossas atitudes que participaremos do processo, é através de nossa alegria e nossa felicidade. Eis aqui a nova forma de altruísmo: oferecer aos outros nossa própria felicidade e observar os outros com gratidão, pois todos são sempre reflexos de nós mesmos.
Desejo-lhes um lindo dia de Lua Cheia nessa quinta-feira, um dia repleto de estabilidade e uma névoa dócil de carinho, que nos envolve a todos...
Michka
Lua Cheia em 17/01/14, por volta das 6 da manhã, a partir de meu quarto em SP


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